domingo, 28 de fevereiro de 2010

grito do aimorè

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7VSgclbX7nYF97A5bshyphenhyphenjBSGSMgNGtlR5vTxMul8kC7kVwQuYBzff_xYzvg7WLA8_5jJSj7j-lHzUBtV_J_9WyxClzSyIn2PgloFbEHoXXH3oWcegDc62vvhYkbXEKfSrnNWfVb6GTmA5/s400/indios2.jpg
Danço
Canto
Sei sorrir
Minha mímica até engana
além do arco iris
tem um povo que me chama
As luzes do palco iluminam
Minha outra essência de alma
Dentro dessa vida há uma vida
Uma vida esmigalhada
Pelo outono
O verão
Invernos e chuvaradas....
...............................

Primaveras pseudo românticas
Ventos frios
Estrela d alva
Canto triste
Um lamento
Sem ritmo sequer
Alto brada
Pelas matas
Grito do aimoré
Raça forte e vibrante
Cena triste e chocante
Índio queimado
Por filho de gigante
Terra rica de gente ignorante
Sobrevive quem tem sorte
Ou vira presa da morte


Anna Karenina

RECORDAÇÕES


WEB FOTO

Onde estão minhas camélias floridas
Onde eu sentia a fragrância da flor
Onde estão meus anos perdidos
Aqueles que não vivi nem senti?
Onde estão os amigos que antes
Gostavam da minha companhia
Onde está a roseira amarela
Que um dia retratei
 Numa bela aquarela
E meus amores perdidos
Em que terras andarão?
Será que de mim se recordam
Ou me esqueceram então?
Vago o silencio da minha agonia
Resta a velhice e as lembranças a voltar
Onde esta a criança franzina
Que um dia esqueci-me de embalar...


Anna Karenina

Oração da manhã



Nessa manhã cantarei a ti
Uma melodia que escrevi
Mostrando aos povos da terra
Quão belas são as tuas obras
És um Deus de artes primas
Fez a terra com amor
 Deu a nós o teu louvor...
Transportas os montes a um gesto teu
Os mares fogem a tua presença
Os exércitos das estrelas
 Tu as chamas pelo nome
Cada uma te responde...
És Deus de miríades de mensageiros
Teu filho é o rei guerreiro
Que na guerra se abateu
Pra salvar os filhos teus
Agora na restauração
Queremos tua bênção
Tua paz nos è preciso...
Como teu filho prometeu..
Ao ladrão que o comoveu
Breve estaremos no paraíso


Em nome de Jesus teu amado filho


Oração da manhã


ANNA KARENINA

sábado, 27 de fevereiro de 2010

campos de trigo


No pequeno primitivo palco
Onde a canseira da existência
 Tediosa faz se sentir
Levantar e ir à luta sem tropeçar
 Sem ter medo dos espinhos
Faz-nos avançar...
Desço ladeira abaixo
 Distraindo-me com o capinzal
 Plantado de ambos os lados
Logo ali o ruído...
 De uma rolinha fogo apagou
Tira-me de meus devaneios
Existir?Eis a questão
 Ser vivo outra razão
Vamos andando...
 Com grossas correntes de ferro
 Atadas a nossos pés
Podemos ser o que queremos
Podemos ir a qualquer lugar
Medo e angustia...
 Entrelaçam-se nas escolhas
E a duvida em dividir
 O que já é repartido
No medo das sombras do mal
Vem na distancia do vento
 Como se fosse um lamento
Esquecido nos campos
 De trigos do memorial


anna karenina

EU CRIANÇA...


foto pessoal
minha mãe e eu
que horror de foto



Alèm do belo horizonte
Eu deixo meu eu contigo
Levo tua essência comigo
Na terra já caíram as frutas maduras do outono
Eu aqui nesse estranho sono
Ainda perguntando...
Porque você partiu?
Na lembrança fica a criança
Aquela menina de tranças
Era você... Era eu...
Eu sou você... Você è eu
Nada nos diferencia
Hoje cresci adolesci e envelheci
Mas você minha criança...
Se morrer morre a esperança
Da vida sem desespero...
Que um dia te prometi


Homenagem a Anna Karenina menina


Anna karenina

então...no que voce cre?

Não sei quantos daqui acreditam em Deus
Não sei quantos daqui acreditam na Bíblia
Respeito o ponto de vista de todos
Crentes ou não.as profecias ai estão
Se cumprindo pra todos verem e sentirem
Muitas vezes na pele e no coração
Mas não acham estranho estar a cumprir tudo que a bíblia declarou...
Um livro acho que o mais antigo ou um dos mais antigos da humanidade
Revelando ser verídico
Em tudo que esta escrito
Então...no que você crê?


Sobe para 85 o número de mortos por terremoto no Chile, diz Bachelet
Pouco tempo depois do Haiti






“Um princípio das dores de aflição”

“Nação se levantará contra nação e reino contra reino”, disse Jesus, “e haverá escassez de víveres e terremotos num lugar após outro”. Ele acrescentou: “Todas essas coisas são um princípio das dores de aflição.” (Mateus 24:7, 8)

EU...A BÍBLIA E OS NOTICIÁRIOS DE JORNAIS DO MUNDO
Do G1, com agências internacionais
ANNA KARENINA

O que è ser poeta?


Poeta é aquele que transforma sofrimento em poesia
Sabe cantar com voz de júbilo suas alegrias
Não esconde que ama, mas odeia a hipocrisia
Poeta sabe dar- se por inteiro...
Nas letras que saem da sua pena
Sabe ser grande numa tristeza pequena
Poeta sofre, mas sabe da restauração
Da sua mágoa de que nada dura sempre
Nem mesmo o curso das águas
Poeta vê que é frágil e humilde
Necessita de amor e abrigo
Não usa a poesia pra contestar
Nem magoar o seu amigo...
Sabe lavar seu coração...
Poeta sabe se comunicar com a voz de Deus
Ao pôr no papel as maravilhas da criação
Poeta sabe reconhecer seus erros
E concerta com destreza a inimizade e o desprezo


ANNA KARENINA

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Paloma


Minha neta Paloma
foto pessoal


Amor palavra sagrada
 Mas fácil de definir
Amor é o que sentes por mim
Amor é o que sinto por ti
Quando criança não imaginava
 De ver tanta criança amada
 Como ramos de oliveira
 Em volta da minha mesa
Cresci só e vivi só ...
Ate certo ponto porém...
Quando me nasceram os filhos
Fui feliz como ninguém
Agora com meus renovos
 Dos ramos que acolhi
São netos da minha alma
Só por isso estou aqui
Apresento-te essa fadinha
 Mais parece uma princesa
Seu nome e Paloma
Pombinha de rara beleza
Ela é um dos renovos
 Dos ramos de oliveira
Criança linda e feliz
Que me alegra com certeza
Tem nos olhos o azul
 De um céu cor de anil
Na meiguice, na faceirice
Menina  rosa do mês de abril
Uma das minhas fortalezas
Feita de realeza


Minha neta Paloma
Amor de minha vida


Anna Karenina

exodus de uma alma


Quando a tempestade passar
O céu retornaraà ao brilho de antes
São momentos de silencio vacilantes
Minutos de incertezas
 Como águas de correntezas
Levadas pelo chão
No ar o calor ameaçador do fim do verão
Na alma a certeza que só sobrevive
Quem da prazo ao coração
Dia seguinte ficou no futuro
Ontem já è passado
Agora è hora de acertar
 As manifestações de desequilíbrio
De uma alma em vivo esplendor
Nas ondas do vento, macias nuvens
Como algodão das terras do Egito
Ante o êxodos
E o grande grito de libertação


Anna karenina

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

morada na luz do sol


fotomontagem pessoal
Essa inquietude que arrasa
Aperta o peito e a alma
Estrangula o coração...
Sem as chegadas nem partidas
Imóvel no chão de sombras
Assim fenece o poeta
Como a flor que não se rega
Rosa ainda em botão...
Que perdeu o arrebol
Sigo por essa, íngreme estrada
A procura de pousada
Morada na luz do sol

anna karenina

rastros de flores amarelas


Deixo meu rastro na terra
Em forma de flores astrais
Carrego nos anos da vida
Sonhos que não voltam mais

Deixo flores multicores
Verde canto de acalanto
São azuis as violetas
Que carrego com espanto

Trovador canta o romance
Das camponesas belas
Bailando sempre loucamente
Pisando em flores amarelas

Sigo em frente...
Envolvente, docemente
Sigo o som da cantiga
Da voz que ecoa no cais
Da vida da despedida
Dos mimosos madrigais


Anna karenina

donzela da noite


Silencio inquietante
 de forma marcante
Candeia na Mão
Pés sobre o chão
Caminha vacilante
Pra perto da fonte
Donzela da noite
Flor de açafrão
Desliza em puro
 véu de rendilha
Nos braços os traços
 da branca mantilha
Com olhos surpresos
Na beira do medo
Levanta a mortalha
 da vida das sombras
Sentir sem sorrir
 o vento no rosto
Cabelo alinhado
Com fita vermelha
Descobre a rotina
 da serenidade
Encontra na sina
 a fatalidade...

Anna Karenina

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

vidas que ficaram no mar...

as flores


digam -me as flores...
porque vivem tao pouco?
nascem no amanhecer
no anoitecer já se vão
umas morrem de vez
outras começam a murchar
talvez pela delicadeza
 não nasceram pra durar
são entes etéreos e mágicos
de uma beleza ímpar...
vão nascendo e fenecendo
outras ficam no lugar
trazendo alegria a terra
são vistas em toda serra
na campa que guarda a morte
nos caminhos ,nas veredas
são as mensageira do amor
são fadas ,são companheiras
no nascer estão presentes
beijando o ser inocente
nos lares ...
e nas igrejas
no adorno do altar



anna karenina

cadafalso


Um cadafalso...
a corda da forca, madeira que enverga
um grito de espanto
foi tudo um sonho
um sonho real
a face do mal
o trigo a colher
correr pra viver
viver pra morrer
campos desertos, caminhos incertos
loucura, agonia, vida vazia
coragem, covardia
fraqueza, franqueza
libertar dos laços
da casa repartida, reinados em dois
castelos de areia, que a água levou
estou a beira mar...
a contemplar...
o que de mim restou


anna karenina

canção para Pietra


foto pessoal
minha neta Pietra


Meiga flor do amanhecer

num dia de primavera

estrela de brilho próprio

beleza que se revela

te amo ,sempre amarei

uma cancão de ninar...

são teus sonhos, teus primores

florzinha da minha alma

és tudo para mim...

anjo que até parece

um raiar de sol sem fim


para minha neta
Pietra

anna karenina

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

UM CÂNTICO


ENTRAREI NUM SANTUÁRIO
 DE INCENSO E ORVALHO
LEVAREI OFERTAS PRECIOSAS
NAS MÃOS UM BUQUÊ DE ROSAS
NOS TRAJES RENDA SUNTUOSA
DAS TRIBOS DOS REIS DE JUDÀ
ESCOLHI O MEU AMADO
 NO CÁLICE DO VINHO SAGRADO
BEBEREI A SUA LUZ...
OH QUÃO BELOS SÃO OS PÉS
 DOS QUE ANDAM PELOS MONTES
DESCREVENDO A BELA FONTE
FONTES DE AGUAS SAUDÁVEIS
OLHAREI PARA AS MONTANHAS
 E VEREI O SOL RAIAR...
ENTRAREI NOS TEMPOS DA LUA
DEIXAREI MEU SOL BRILHAR...

ANNA KARENINA

Marcelino pão e vinho


Quando as férias chegavam...
Ate que enfim... Liberdade
Aquela menina sorria...
Mudava de identidade
Agora ela tinha nome
Na casa da amiga Vânia
Era onde sempre ficava
Sua mãe ainda jovem
Não perdia a vaidade
De curtir a folia...
 No carnaval da cidade
Mesmo assim estava feliz
Com Vânia sua grande amiga
Ambas da mesma idade
Jamais houve uma briga
Os pais da amiga certo dia
Levou- as a um circo
Brincaram se divertiram
Sem correr nenhum risco
A menina nessas horas esquecia a seriedade
Daquele austero internato
Via-se agora à vontade...
Era o circo do Penacho que estava na cidade
Onde haveria um concurso
Para crianças cantarem
A pequena jovenzinha atrás da timidez
Resolveu soltar a voz com perfeita lucidez
Tinha assistido a um filme que moveu seu coração
A pequena 88... Resolveu cantar a canção
Trilha sonora do filme
Que lhe trouxe tanta emoção
Subiu no palco apavorada
Teve de ser posto um banquinho
Pois aquele microfone
Não era nada baixinho
Criou coragem e entoou
 Como o miado de um gatinho
A linda musica do filme...
Marcelino pão e vinho




Anna Karenina

O brilho de um amigo...A todos os meus amigos virtuais que acreditaram nas coisinhas que escrevo



Eu nasci... Com uma vida já vivida
Cheia de negativos, de chegadas e partidas
Já nasci velha e condenada
A ser a protagonista da tristeza e da solidão
Mal eu tenho um coração
Nasci no topo da vida
 Onde nada que se faça refaz os erros passados
Mas resolvi dar um basta e descer desse topo
Começar... A minha vida
Só minha com mais renovo
Joguei fora as tranqueiras que antes foram usadas
Reconstruí o meu... Ego
Lavei a personalidade
Agora me sinto... Eu
Agora eu sou o... Eu
Ninguém sabe como sai desse triste mundo antigo
Talvez seja minha essência
Junto ao brilho de um amigo
Agora tomarei as rédeas do que tive de agüentar
Tudo da forma minha
Tudo salutar...
Desci o morro da morte
Cortei caminho entre espinhos
Passei no vale das sombras
Mas encontrei meu caminho
Estou reconstruindo a casa
Com varanda de azaléias
Janelas de sempre vivas
Portas de girassol
 Telhado de crisântemo
Minha casa é um sol


A TODOS MEUS AMIGOS VIRTUAIS.


EM  ESPECIAL:Ana da Cruz,Maria Jùlia Guerra,Sìlvia Mendonça e Jorge Cortás Sader Filho


Anna Karenina

domingo, 21 de fevereiro de 2010

oitenta e oito


Pálida e franzina...
 Nos olhos o medo do medo
Medo de não ser querida
De ter feito algo errado
Sentia que sua vida
 Assim como de muitas de suas colegas
Não era uma vida normal
Sem pai sem mãe sem irmãos
Ou qualquer laço familiar
La estava ela a vagar...
 Pelos corredores do internato e da solidão
Que mal tinha feito pra ser diferente...
Sempre essa idéia... Essa idéia a deixava doente
 Passava-lhe pela cabeça... Como se fosse um flagelo
 De cabelos cortados tipo tigelinha
Era o anjo do colégio...   
Elogiada por todos   
mas ela tinha defeitos
 E os controlava, pois mais do que tudo
ela queria ser amada...
Pra ser santa só faltava morrer e canonizar
Como morreu sua amiguinha
Ao subir numa escada pra limpar o lustre do altar
E seus miolos foram no chão se espatifar
Triste cena morreu antes de começar a viver
Pobre menina, no jornalzinho da semana
Ela era a heroína...
A heroína do altar...
Mas as coisas aconteciam como se fossem
 Marcação de um destino vilão
E a meiga criança triste
 Guardava tudo aquilo no seu coração
Levantava todos os dias...
Ao som da ave Maria
Era uma hora sagrada
A santa missa esperava
Mas devido a fraqueza
Mal entrava na igreja
Já saia desmaiada
Talvez por causa do jejum
Ou porque aquilo devia ser comum
Não tinha nome...
Um número a identificava
Pra hora do banho, das refeições
Das orações das procissões
A hora do lanche da tarde
Suas roupas eram marcadas
Só não marcaram a carne
E com um sorriso maroto
Quando perguntavam seu número
Ela dizia... Oitenta e oito


Anna Karenina