quarta-feira, 31 de março de 2010

entre as lágrimas e o sorriso


Na distância entre as lágrimas e o sorriso
Há um perigoso rio
Mas atravessa- lo é preciso
Preciso deixar os fardos do outro lado
E nada de meu levar
Talvez a vida seja preciso deixar
Pra esse longo
E tenebroso rio atravessar
A minha alma é muito enfraquecida
Já quase sumida
Que não da quase pra se enxergar
Meu corpo ta vazio e amortecido
Nenhuns dos dois sabem nadar



Anna Karenina

a tua voz me chamarà


Meu canto é triste e sem graça
Ao esperar o amanhecer
Essa noite que nunca termina
Mina as fontes do viver
Quisera estar entre os esquecidos
Na lápide fria com cruz
Talvez não fosse punida
Por minha Fé em Jesus
Queria estar no lugar secreto
Onde se escondem os que já se foram
Onde a luz não mais brilhará
E um dia talvez muito distante
A tua voz me chamará
Eu a ouvirei com arrepios de emoção
Pois sei que naquele instante
Sentiste saudades
Do trabalho das tuas mãos


Anna Karenina

senhor das aguas


Ele era dono
Dos mares e oceanos
Sentia a brisa fresca
Em seu rosto todos os dias
Na arrebentação
Das águas do igarapé
Conservava as pedras
Que dos rios rolavam
Era altivo e soberano
Ninguém sabia seu nome
Só o efeito do seu olhar
Fazia se refletir
Nas águas nas noites de luar
Seu canto
Era mais que um lamento
Um gemido um sentimento
Que ecoava pelo ar.

..
Anna Karenina

sonhos



imagem Cida Linhares

Sonhos que vão girando
Nos olhos semicerrados
Desfilam como bailarinas
Sonhos meus encantados
rodopiando no compasso
do coração e do espaço



Anna karenina

sexta-feira, 26 de março de 2010

Mas precisamos sonhar



foto web


Vislumbro, no meu tempo
 Por trás de um templo
A imensidão
Nessas linhas de momento
 Escrevo com sentimento
O que sou... Meu coração
Alma suplicante que vê
A tristeza se esconder
Atrás de um tardio sorriso
A beleza da aurora
 Vem na minha mente agora
Disso tudo é que preciso
Preciso da luz do sol
Da beleza do luar
Do cintilar das estrelas
Das ondas bravias do mar
Eu preciso da certeza
 Da vida
 Da realeza
Do viver
 E do amar
Somos reis
Príncipes e rainhas
 De mantos azuis a caminhar
A escutar o eco dos tempos
 A surpresa dos elementos
O bravo soprar dos ventos
Mas precisamos sonhar



Anna Karenina

quinta-feira, 25 de março de 2010

a fuga



NÃO HAVIA PAZ NEM HARMONIA

A SAÚDE TAVA FRÁGIL

 E DISTANTE A  ALEGRIA

ELA JÁ NÃO SUPORTAVA A TIRANIA

RESOLVEU DAR UM BASTA

VESTIU- SE TODA DE ESTRELAS

 E NOS PÉS CALÇOU UM RAIO DE LUAR

ABRAÇOU- SE A LUZ DO SOL

ENTROU NO MAR A NAVEGAR

EM UM NAVIO FANTASMA AGORA  ESTÁ

VIROU SEGREDO, MITOLOGIA

FADA DAS CAMPAS VOZ VAZIA

SEU MANTO BRANCO DE MARESIA

TORNOU SE NEGRO, PRA SE ESCONDER

ANDOU NAS NUVENS ,VIROU VULCÃO

HOJE ESTÁ PRESA NA IMENSIDÃO


ANNA KARENINA

a raiz das colinas


Encontro meu encanto
 No canto do encantamento
Forte como arvore milenar
Nas voltas de rosas brancas
Plantadas em volta do tronco
Sou trigueira sertaneja
Alma bela e brilhante
Meu jardim tem diamantes
Tem anjos e serafins
São guerreiros escudeiros
Que a minha alma guarda
Mesmo na luta há labuta
De encontrar a voz da calma
Sou gerânio amendoeira
Selva pura verde campina
Sou formosa doce menina
Sou a raiz das  colinas


Anna Karenina

íntima moldura


Eu escrevi na areia da praia
Lenços de cetim
Seda pura e cambraia
Formavam as letras que desenhei
Retratei o teu rosto
Por entre as fitas elegantes de Madrid
Elegi tua voz a mais romântica do universo
A cada sorriso teu
Descrevi em lindos versos
As águas que foram voltando
Da sua viagem além mar
Tentaram sem conseguir
A minha tela apagar
Serviram de belo espelho
Nas beiradas íntima moldura
Exalando incenso e mirra
Flores de angélica e candura


Anna karenina

eu e o vento


Rainha por acaso
De um reino de sol e chuva
Encontro nos sons das águas
Abrigo e alimento
Sou pluma de céu azul
Borrasca e lamento
Sou brisa em alta noite
Sou a parceira do vento


Anna Karenina

quarta-feira, 24 de março de 2010

A tradição a se apagar


Quem da encosta
 De uma serra
 Faz um pedestal
Expõe a lágrima
Da tradição
Chorar no perdido
 Mundo da ilusão
Quem da água
 Que jorra da cascata
 Faz seu berço infinito
Na água se fez a magia
O poder da maresia
Quem de uma flor
 Fez um presente
 Ausente na imensidão
Da luz que cai
Sobre a terra
Em tempos de verão
Sobeja a comida que sobra
Da mesa do rei da planície
Quem de um muro
 Faz o escuro da canção
Sofre extradição
Sente a faca ferindo
O aberto do seu coração
Quem não medita
 Mas grita
 Por um sinal de redenção
Das pedras
 Que rolam do morro
Dos caracóis
 Dos lençóis
 Que no varal da vida
 Espera o sol secar
Quem da vida
 Espera o minguante da lua
 No quarto crescente
 Da lua verá
A tradição a se apagar



Anna Karenina

terça-feira, 23 de março de 2010

caminheiro


Num canto escuro da praça
Não escuto mais nada...
 Somente o som de um violão
Na certa alguém se fez musa
Do seresteiro das estradas
Pra quem deve estar a tocar a canção
Nos acordes da suave melodia
Ouvi um refrão que dizia
...Adeus jamais te esquecerei
Essa dor que também sei
No peito queima como fogo
São longos caminhos que andei
 Pra sentir isso de novo
Tudo se repete ali adiante
Sempre haverá,um coração partido
Mesmo o caminheiro cantante
Sabe a dor de um amor perdido


Anna Karenina

A beleza dos mortais


Alexandre/foto pessoal

Lá... Bem distante
Na distante terra
Alguém ouve
 Minha canção
Canção de saudades
De tristezas e dor
Na linha do tempo
 Onde presente
 Mistura-se
 Ao nunca existiu
Alguém ouve
 Minha oração
Oração de canto único
Em acordes melodiosos
Que se espalham
 No firmamento
Acorda a lua
O sol
E todos os elementos
La em florestas
 Onde o verde
Mais parece uma estrela
Uma estrela de esmeralda
Cintilante e bela
Primores
 De uma aquarela
De flores, amores
De uma mão
 Tão singela
Única e singular
Que em movimentos astrais
Delineou
 A beleza dos mortais

Anna Karenina

balada da noite


Noite... Companheira de estrada
Estrada que é só minha
De noites e madrugadas
Eu vivo o limite
 Da ação e reação
De uma noite estrelada
Junto- me as sombras aladas
A espera da alvorada
Quando os primeiros
 Raios de sol cair sobre a terra
Sairemos de cena
Não seremos mais poema
Seremos as cinzas da madrugada
Noite leva minha mão
 Por entre as tuas
Para eu sentir
Tua calma vazia
Tua alma tão fria
O bater do teu coração


Anna Karenina

segunda-feira, 22 de março de 2010

a valsa do mar


... NATUREZA...
A TUA MAJESTADE
DEIXA-ME ABSORTA
EM DEVANEIOS
E PENSAMENTOS CELESTIAIS
COMO È BOM OLHAR E VER
A NATUREZA EM VOCÊ
VOCÊ E A NATUREZA
ENVOLVIDOS COM CERTEZA
A FORMAR UM BELO PAR
DANÇANDO A VALSA
DAS ONDAS DO MAR...
ARVORES,PÁSSAROS A VOAR
E LÀ NA BEIRA DA SERRA
UM PEQUENO SINO A TOCAR
ANUNCIANDO A AVE MARIA
E A HORA DE DESCANSAR
HÁ... NATUREZA
COMO TE AMO
COMO DIZ O BEM TE VI
NÃO POSSO VIVER SEM TI...


ANNA KARENINA

anunciaçÃO


O lado esquerdo da porta
O sopé da montanha
A viração da noitinha
Sereno da madrugada
O poder sem o querer
A confusão da mente vazia
A pedra de alvenaria
A morte... A tumba fria
Não esqueças os imortais
Que morrem todos os dias
Revivem os mortais
Que nascem na letargia
Sombra e claridade
 Assim se encontram
No escrevinhar das ladainhas
Solta- se a voz do vento
Em sussurro em lamento
Corre o brado por toda a serra
E se consome dentro da terra
Solte-se do vento a voz
Lamento de vidas e vindas
Caminhos e espinho atroz


Anna Karenina

terça-feira, 16 de março de 2010

morte


No vazio do meu peito
Existe um amor desfeito
Uma dor uma ilusão
Destilando seu veneno
Minha vida envenenando
De lembranças e de falhas
Pois a morte traiçoeira
 Essa inimiga primeira
Sempre vence a batalha



Anna karenina

a fada das campinas


Há... São tantas primaveras, tantos dias de espera
Sempre esperando aqui...
Aqui nesse campo agreste
 Cheio de flores campestres
 Pra enfeitar tua fronte
ÉS me dado desde o paraíso
E de nada mais preciso
 Quando estou perto de ti
Tu ÉS rei eu sou rainha
Vestida de muito glamour
Cetim e seda da Índia
Sombra de mulher formosa
 Coroada de camélias
Eu sou rainha tu ÉS rei
Nesse encanto a nossa grei
 Já levanta è manhãzinha
Vamos andar por entre as montanhas
Com asas de anjo real
Sou a fada das campinas
 ÉS o dono das colinas


Anna Karenina

segunda-feira, 15 de março de 2010

amor adormecido


As nuvens choram minhas lágrimas
As lágrimas que tive de esconder
Foi um breve momento de fraqueza
 E franqueza quando me despedi de você
Hoje passados os anos no engano
Daquilo que quis pra mim
Vejo nos pingos da chuva minhas lágrimas
Como águas de perfume de jasmim
Lembro-me da última morada com saudade
Do teu sorriso de anjo, não me engano
Sorrias só para mim, mas era o fim
De tanto amor, adormecido
Que tu havias guardado só pra mim


Anna karenina

terra dos imortais


Mais uma chuva qualquer
Das que caem todo dia
Todo dia de qualquer lugar
Mais um solitário a vagar
Na esperança
Dos pingos d'água o molhar
Esfriando seu calor
Sou um forasteiro errante
Seresteiro principiante
Que canta o amor e a dor
Nesse temporal de magia
Onde eu molho os meus ais
Os pingos d'água
 São pedras de diamantes
Tiradas das montanhas brilhantes
Das terras dos imortais

Anna karenina

ao anoitecer


Frio... O frio da solidão
 Esperava-me...
 Na imensidão do anoitecer
Os pássaros entraram
 Em seus ninhos...
E a vida humana
 Parou pra descansar
E eu aqui a sonhar
Com um tempo
 Alem do tempo
Onde eu via surgir
O vasto pranto
 Da tristeza e da alegria
Eram noites
 Eram dias
 De contraria fantasia
Cada qual tendo seu dia
 De tristeza ou de alegria
Viver parece
 Águas e nostalgia
Morrer será um dia
O escurecer da magia
Anoitecer sem amanhecer
 Viver a vida pra morrer
Morrer sem nada conhecer
Ser feliz triste
 Ou triste infeliz
São perguntas que me faço
Que eu faria a você
 Nesse momento
Ao anoitecer...


anna karenina